quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

era pra falar de filme

Esse blog era, inicialmente, para compartilhar idéias sobre filmes de todos os gêneros. Mas sabe como é, a gente começa escrever, não se sabe porquê, não se sabe de onde vem, e quanto vê, já postou. Voltemos então à idéia inicial.

Vai soar um tanto quanto óbvio, mas comecemos por "O Fantasma da Ópera", um dos meus prediletíssimos e inspirador do nome do blog [o primeiro post "Little Lotte" é referência ao diálogo de Christine e Raoul depois da apresentação dela, quando eles relembram os tempos de infância].

O musical de Andrew Lloyd Webber é o segundo a ficar mais tempo em cartaz na história (só superado por "Cats", também assinado por Webber), mas o primeiro em bilheteria. Desde a sua estréia (em Londres, 1986), "O Fantasma da Ópera" foi visto por nada menos do que 50 milhões de pessoas.

''O Fantasma da Ópera'' é uma fábula que conta a história de um homem desfigurado (Gerald Butler, de "Tomb Raider") que acabou por se tornar um gênio musical, tendo em vista às circunstâncias (a vida isolada nas catacumbas embaixo da Casa de Ópera de Paris).
Por ser misterioso e quase mítico, é chamado de fantasma e causa medo e fascínio em todos que trabalham e freqüentam a Ópera.

Quando se apaixona por Christine (Emmy Rossum, de "Sobre Meninos e Lobos" e "O Dia Depois de Amanhã"), órfã de um grande músico que também foi criada nos arredores na Ópera pela Madame Ciry (Miranda Richardson, de "As Horas") e trabalha como corista, o Fantasma decide fazer dela a nova estrela da Ópera.

Com a saída da temperamental diva, La Carlotta (Minnie Driver, de "Gênio Indomável"), estrela principal dos espetáculos, os novos gerentes não têm outra opção senão confiar em Christine como protagonista. Tudo corre bem até ao momento em que Christine reencontra sua paixão de infância, Raoul, Visconde de Chagny (Patrick Wilson, da mini-série "Angels in América"), e revive com ele um grande amor - o que, claro, deixa o Fantasma furioso.Está assim armado o cenário para o desenrolar da história deste triângulo amoroso: Christine, a bela e angelical menina de 16 anos, que se vê dividida entre o amor que sente por Raoul e a ambígua gratidão e encanto que sente pelo Fantasma, cuja aparência ela desconhece, mas que tem sido seu mestre misterioso na arte da música e a ensinou a cantar.

O filme recebeu três indicações ao Oscar, nas seguintes categorias: Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Canção Original ("Learn to Be Lonely"). O elenco principal é formado de iniciantes e poucos conhecidos, embora sejam atores competentes. Sabe-se no entanto que nomes de peso como Antonio Banderas e John Travolta foram cotados para interpretar o Fantasma.

Para o papel de Christine, algumas das atrizes que foram consideradas: Keira Knightley, Katie Holmes, Anne Hathaway, e Charlotte Church. Emmy Rossum, no entanto, parece ter sido a escolha mais acertada: não apenas por ter exatamente a idade da sua personagem, nem somente pela voz angelical e suave, mas por emprestar à sua Christine toda a ambigüidade que o papel lhe pedia. A escolha do elenco foi de Joel Schumacher. Diz-se que única exigência de Webber foi de que os próprios atores escolhidos cantassem suas canções na história.

Curiosidades: Na cena do incêndio, as chamas eram reais. Como Schumacher queria realismo, os sets do teatro foram realmente queimados. Ademais, tamanho foi o perfeccionismo do diretor, que foram contratados para o filme os mesmos escultores que prepararam os sets da versão teatral de "O Fantasma da Ópera" exibida em Londres.
O orçamento do filme foi de aproximadamente US$ 70 milhões. Parte desse valor saiu do próprio bolso de Webber, que produziu o filme.

Para quem gosta de musicais, vale a pena conferir!

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